quinta-feira, 29 de setembro de 2016

MEIO AMBIENTE

Fonte: Voz da Alemanha - dw.de

Como lavar roupa eleva poluição plástica de oceanos

Até o momento, os fiapos de têxteis sintéticos liberados no esgoto pelas lavadoras não eram classificados como agentes poluidores. Estudo de universidade inglesa alerta para perigo potencial do microplástico doméstico.
Symbolbild Hausarbeit Haushalt Wäsche waschen Waschmaschine (Fotolia/lightpoet)
Lavar roupas sintéticas na máquina a temperatura normal causa a liberação no esgoto de grandes quantidades de minúsculas fibras de plástico, constataram cientistas da Unidade Internacional de Pesquisa de Dejetos Marinhos da Universidade de Plymouth, Inglaterra.
Essa é a primeira pesquisa a identificar os fiapos da roupa lavada como uma fonte de poluição. Eles se adicionam às preocupações quanto a outras variedades maiores e mais visíveis de lixo plástico, que resultaram em medidas como a proibição de sacolas de compras feitas desse material.
O número de microfibras liberadas (com cinco a milímetros de comprimento, em média) depende tanto dos têxteis quanto do tipo de sabão utilizado. Uma carga típica, de seis quilos, de peças de lã acrílica (por exemplo, cobertores felpudos) gera mais de 700 mil fibras; uma de poliéster (por exemplo, suéteres sintéticos) chega a quase 500 mil; enquanto tecidos mistos de algodão-poliéster emitem cerca de 140 mil fibras a cada ciclo de lavagem.
Perigo da lavadora para os oceanos
Em seu relatório, os pesquisadores Imogen Napper e Richard Thompson deixam clara a importância da nova constatação: "A expectativa é que a quantidade de microplástico no meio ambiente aumentará [...] e há apreensões sobre seu potencial danoso, caso ingerido."
Lixo plástico no Havaí
Lixo plástico no Havaí: muitas vezes fatal para fauna marinha
Outros estudos mostraram que esse tipo de fibra é encontrado corrente abaixo das estações de tratamento de esgoto. Embora a água usada das lavadoras domésticas seja normalmente filtrada nessas unidades, os minúsculos fiapos nem sempre ficam retidos. Por isso, "as fibras liberadas na lavagem de roupa podem ser uma importante fonte de microplástico nos habitats aquáticos", afirmam os autores.
Ainda não se sabe a extensão dos efeitos das microfibras plásticas nos mares e lagos mundo afora. Pesquisas mostraram que grandes quantidades são ingeridas pelos organismos marinhos, desde o zooplâncton até pássaros e mamíferos, passando por crustáceos e peixes. Por fim, os humanos fechariam esse ciclo alimentar, ao consumir peixes e frutos do mar.
Transportadores de venenos
Um outro relatório recente da Greenpeace, centrado no microplástico de comprimento inferior a cinco milímetros – incluindo esferas, fragmentos e filamentos, como os decorrentes da lavagem de tecidos sintéticos – suscitou uma revisão da literatura científica.
"Agora sabemos que o microplástico no mar pode ter um efeito ainda maior do que o macroplástico", concluiu a ONG ambiental. O macroplástico é encontrado, por exemplo, na forma de pedaços de redes de pescar ou de embalagens para latas de cerveja, que frequentemente estrangulam os peixes, pássaros ou mamíferos marinhos que ficam presas nelas.
Microplástico contamina rios oceanos. Na foto, amostra do Rio Patapsco, nos EUA
Microplástico contamina rios oceanos. Na foto, amostra do Rio Patapsco, nos EUA
Por serem tão pequenos, contudo, os pedaços de microplástico têm potencial para ser engolidos por um número muito maior de organismos marinhos. Além disso, como sua superfície pode absorver e liberar substâncias tóxicas, eles servem como transportadores de venenos.
"Grande parte dos aditivos e contaminantes químicos associados ao microplástico, ou que tende a logo se acumular em sua superfície, é certamente significativa para a saúde humana, assim como para a da fauna selvagem", apontou a Greenpeace em seu relatório.
Impacto sobre a digestão
Amostras de diversos oceanos provaram que atualmente o microplástico é onipresente nos mares, e que sua ingestão por organismos marinhos é muito difundida. Até o momento, contudo, pouco se sabe sobre como o material afeta as cadeias alimentares marinhas.
Por outro lado, estudos de campo e experimentos sob condições controladas indicam que a ingestão do microplástico por peixes e crustáceos reduz a digestão, podendo ter sério impacto sobre os intestinos dos peixes e reduzir o vigor de espécies que vão de vermes anelídeos a caranguejos.
O que ainda não está claro é se os fragmentos, ou quaisquer toxinas que transportem, têm a capacidade de se "bioacumular" pela cadeia alimentar acima, afetando também os humanos que consumam peixes ou crustáceos.
Microplástico contamina rios oceanos. Na foto, amostra do Rio Patapsco, nos EUA
Microplástico contamina rios oceanos. Na foto, amostra do Rio Patapsco, nos EUA
Possíveis soluções
Os pesquisadores da Universidade de Plymouth dizem que, embora defendam a redução do volume de microfibras que cheguem até o meio ambiente, não reivindicam o banimento dos produtos têxteis sintéticos – como aquele imposto nos Estados Unidos às microesferas de plástico, a partir de meados de 2017.
"Uma das considerações que guiou a intervenção regulamentar foi a ausência de benefícios sociais em incorporar partículas esféricas de microplástico aos cosméticos, associada às considerações sobre os impactos ambientais", explica Richard Thompson.
Os benefícios sociais dos têxteis, por sua vez, são inegáveis. "Portanto, qualquer intervenção voluntária ou regulamentar deve ser no sentido de reduzir as emissões de fiapos de microplástico, seja através de modificações do design têxtil, seja a filtragem das águas usadas, ou ambos", enfatiza o cientista inglês.

Universidade no semiárido adere à A3P


Gilberto Soares/MMA
Duarte formaliza adesão da Univasf
Padrões sustentáveis de produção e consumo serão adotados pela instituição do Vale do São Francisco, presente em três estados do Nordeste.


A Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) assinou termo de adesão à Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P), nesta quarta-feira (29/09), no Ministério do Meio Ambiente (MMA). A A3P é uma ação voluntária que busca a adoção de padrões sustentáveis de produção e consumo dentro do governo. Atualmente, já são 304 instituições na rede A3P.
A agenda possui cinco eixos temáticos: o uso racional dos recursos naturais e bens públicos; a gestão adequada dos resíduos gerados; a qualidade de vida no ambiente de trabalho; a sensibilização e capacitação dos servidores; e licitações sustentáveis.
O reitor da Univasf, Julianeli Toelntino de Lima, assinou o Termo de Adesão com o secretário de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do MMA, Edson Duarte. “É um momento simbólico e muito importante. A Univasf tem uma peculiaridade especial: está em três estados, Bahia, Pernambuco e Piauí, tem seis campi, alcança uma área de 500 quilômetros de raio, 75 municípios e 2 milhões de pessoas. A agenda A3P faz parte da nossa gestão”, destaca o reitor.
CAATINGA
Para o secretário Edson Duarte, a adesão da Univasf é de extrema relevância, pois a universidade se encontra no coração do semiárido brasileiro, “a região mais sensível e vulnerável à mudança do clima”, no momento em que o Rio São Francisco passa pela sua pior crise. “O MMA tem uma agenda transversal que depende de parcerias e acordos de cooperação técnica para implementar todas as ações propostas, portanto, a adesão da Univasf é fundamental”, explica Edson.
Durante a assinatura do Termo de Adesão, a diretora do Departamento de Educação Ambiental do MMA, Renata Maranhão, sugeriu a adoção do Circuito Tela Verde pela universidade para estimular os alunos a produzir vídeos sobre meio ambiente e debater o tema. Os cursos disponíveis no Ambiente Virtual de Aprendizagem, da plataforma de ensino a distância do DEA/MMA, também foram disponibilizados.
OBJETIVOS
Ao aderir à A3P, a Univasf assume os seguintes objetivos:
- Promover a reflexão sobre os problemas socioambientais no âmbito da instituição;
- Estimular a adoção de atitudes e procedimentos que levem ao uso racional dos recursos naturais e dos bens públicos, a fim de maximizar a eficiência dos serviços prestados;
- Garantir a gestão integrada de resíduos pós-consumo, inclusive a destinação ambientalmente correta; e
- Melhorar a qualidade do ambiente do trabalho.
PRÊMIO
Em breve, as melhores práticas em sustentabilidade na administração pública serão premiadas na 6ª edição do Prêmio A3P, no dia 26 de outubro, em Brasília. São 12 finalistas, entres eles o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal.
Estavam presentes na Assinatura do Termo de Adesão, o gerente da A3P, Dioclécio Ferreira da Luz; o assessor técnico da A3P, Elias Nunes; o chefe de gabinete da Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, Álvaro Tavares; a gerente de projetos do DEA, Thaty Anny Barreto Tavares; e o diretor de Desenvolvimento de Desenvolvimento Rural Sustentável, Waldemar Rodrigues. 

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

A QUENTE DO DIA: Presos do Rio Grande do Norte se passam pela ministra do Supremo Tribunal Federal Carmen Lúcia tentando coagir Walber Virgolino

BRAGA NETOemBRAGA NETO.COM - Há 48 minutos
*Uma correspondência misteriosa, supostamente enviada pela ministra Carmen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal, chegou às mãos do secretário de Cidadania e Justiça do Rio Grande do Norte, Walber Virgolino e está dando o que falar. É que a ministra pede ao secretário para punir agentes penitenciários que estariam infernizando, através de torturas e outros constrangimentos, os inocentes presos trancafiados nos presídios do vizinho Estado. O detalhe é que a nota contém grosseiros erros de português, coisa que não se coaduna com a cultura da ministra, notória conhecedora da l... mais »

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

O segredo de uma boa vida.

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                         Texto sábio de um geriatra
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Estamos envelhecendo.  Não nos preocupemos!  De que adianta, é assim mesmo.  Isso é um processo natural.  É uma lei do Universo conhecida como a 2ª Lei da Termodinâmica ou Lei da Entropia.  Essa lei diz que:  “A energia de um corpo tende a se degenerar e com isso a desordem do sistema aumenta”.  Portanto, tudo que foi composto será decomposto, tudo que foi construído será destruído, tudo foi feito para acabar.  Como fazemos parte do universo, essa lei também opera em nós.  Com o tempo, os membros se enfraquecem, os sentidos se embotam.  Sendo assim, relaxe e aproveite.  Parafraseando Freud:  “A morte é o alvo de tudo que vive”.  Se você deixar o seu carro no alto de uma montanha, daqui a 10 anos ele estará todo carcomido.  O mesmo acontece a nós.  O conselho é:  Viva.  Faça apenas isso.  Preocupe-se com um dia de cada vez.  Como disse um dos meus amigos a sua esposa: “me use, estou acabando!”.  Hilário, porém realista.

Ficar velho e cheio de rugas é natural.  Não queira ser jovem novamente, você já foi.  Pare de evocar lembranças de romances mortos, vai se ferir com a dor que a si próprio inflige.  Já viveu essa fase, reconcilie-se com a sua situação e permita que o passado se torne passado.Abrace a Vida .Está vivo, procure um Amor e seja feliz com ele.Desfrute o Presente.  Esse é o pré-requisito da felicidade.  “O passado é lenha calcinada.  O futuro é o tempo que nos resta: finito, porém incerto”  como já dizia Cícero.

Abra a mão daquela beleza exuberante, da memória infalível, da ausência da barriguinha, da vasta cabeleira e do alto desempenho, pra não se tornar caricatura de si mesmo.  Fazendo isso ganhará qualidade de vida.  Querer reconquistar esse passado seria um retrocesso e o preço a ser pago será muito elevado.  Serão muitas plásticas, muitos riscos e mesmo assim você verá que não ficou como outrora.  A flor da idade ficou no pó da estrada.  Então, para que se preocupar?!  Guarda os bisturis e toca a vida.

Você sabe quem enche os consultórios dos cirurgiões plásticos?  Os bonitos.  Você nunca me verá por lá.  Para o bonito, cada ruga que aparece é uma tragédia, para o feio ela é até bem vinda, quem sabe pode melhorar, ele ainda alimenta uma esperança.  Os feios são mais felizes, mais despreocupados com a beleza, na verdade ela nunca lhes fez falta, utilizaram-se de outros atributos e recursos.  Inclusive tem uns que melhoram na medida em que envelhecem.  Para que se preocupar com as rugas, você demorou tanto para tê-las!  Suas memórias estão salvas nelas.  Não seja obcecado pelas aparências, livre-se das coisas superficiais.  O negócio é zombar do corpo disforme e dos membros enfraquecidos.

Essa resistência em aceitar as leis da natureza acaba espalhando sofrimento por todos os cantos.  Advêm consequências desastrosas quando se busca a mocidade eterna, as infinitas paixões, os prazeres sutis e secretos, as loucas alegrias e os desenfreados prazeres. Isso se transforma numa dor que você não tem como aliviar e condena à ruína sua própria alma.  Discreto, sem barulho ou alarde, aceite as imposições da natureza e viva a sua fase.  Sofrer é tentar resgatar algo que deveria ter vivido e não viveu.  Se não viveu na fase devida, o melhor a fazer é esquecer.

A causa do sofrimento está no apego, está em querer que dure o que não foi feito para durar.  É viver uma fase que não é mais sua.  Tente controlar essas emoções destrutivas e os impulsos mais sombrios.  Isso pode sufocar a vida e esvaziá-la de sentido.  Não dê ouvidos a isso, temos a tentação de enfrentar crises sem o menor fundamento.  Sua mente estará sempre em conflito se ela se sentir insegura.  A vida é o que importa.  Concentre-se nisso.  A sabedoria consiste em aceitar nossos limites.

Você não tem de experimentar todas as coisas, passar por todas as estradas e conhecer todas as cidades.  Isso é loucura, é exagero.  Faça o que pode ser feito com o que está disponível.  Quer um conselho?  Esqueça.  Para o seu bem, esqueça o que passou.  Tem tantas coisas interessantes para se viver na fase em que está.  Coisas do passado não te pertencem mais.  Se você tem esposa e filhos, experimente vivenciar algo que ainda não viveram juntos, faça a festa, celebre a vida, agora você tem mais tempo, aproveite essa disponibilidade e desfrute.  Aceitando ou não, o processo vai continuar.  Assuma viver com dignidade e nobreza a partir de agora.  Nada nos pertence.

Tive um aluno com 60 anos de idade que nunca havia saído de Belo Horizonte.  Não posso dizer que, pelo fato de conhecer grande parte do Brasil, sou mais feliz que ele.  Muito pelo contrário, parecia exatamente o oposto.  O que importa é o que está dentro de nós, a velha máxima continua atual como nunca: “quem tem muito dentro precisa ter pouco fora”.
Esse é o segredo de uma boa vida.
 

domingo, 11 de setembro de 2016

Vendendo em francês na feira de Caicó/RN

Por Ciduca Barros*
Nada marca tanto a nossa vida quanto o nosso passado estudantil. Os anos que passamos nos bancos escolares, além de ficarem indelevelmente em nossas lembranças, ainda nos fazem relembrar dos tipos pitorescos que foram nossos colegas de escola.
Não conheço ninguém que não tenha uma (ou mais) história jocosa do seu tempo de estudante.
Dos muitos causos que guardei, do nosso querido Ginásio Diocesano Seridoense (GDS), de Caicó (RN), eis aqui um deles.
No ano de 1955, oriunda do Curso de Admissão, nossa turma foi cursar a primeira série do Curso Ginasial, quando fomos apresentados à Língua Francesa.
O nome de batismo dele era Manoel, que, nas primeiras aulas, se encantou perdidamente por aquela bela língua falada na distante Europa.
Como muitos de nós, ele era uma pessoa de família humilde e seu pai tinha uma banca de frutas na feira livre de Caicó, onde, aos sábados, ele o ajudava nas suas lides.
E foi naquela banca de feira onde tudo aconteceu. Conta a lenda que, já no primeiro sábado de março de 1955 (dia da feira livre de Caicó), após uma semana de aulas de Francês, o nosso colega já quis demonstrar para a clientela do seu pai que ele já começava a dominar aquele idioma românico.
E num pregão que ele, normalmente, anunciava na nossa língua pátria (e em seridoês), estava sendo gritado assim:
Les banês, quem vai querrê, quinhentôs rês! (¹)
Daí, então, até a sua prematura morte, o seu apelido passou a ser “Manoel Le Banê”.
(¹) Tradução: Bananas, quem vai querer, quinhentos réis.
*Escritor, funcionário aposentado do Banco do Brasil / com post na página Bar de Ferreirinha.


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 9/11/2016 10:01:00 AM

quinta-feira, 8 de setembro de 2016


08/09/2016 07h09 - Atualizado em 08/09/2016 07h17

Dois são mortos e um ferido a tiros durante bebedeira em Nova Cruz, RN

Crime aconteceu nesta quarta (7) próximo ao antigo parque de vaquejada.
Ninguém foi preso, mas polícia disse que já tem pistas dos assassinos.

Do G1 RN
Dois jovens, um de 18 e outro de 19 anos, foram mortos a tiros na noite desta quarta-feira (7) em um bar na cidade de Nova Cruz, a aproximadamente 100 quilômetros de Natal. Um terceiro rapaz, que participava da bebedeira, também foi baleado e socorrido para a capital. Ainda não há informações sobre o estado de saúde dele. Ninguém foi preso.
Segundo informações do Instituto Técnico de Perícia (Itep), os mortos foram identificados como Carlos Henrique Gomes do Nascimento e Ronielisson Salustiano Pinheiro. De acordo com a Polícia Militar, o bar onde o trio foi alvo dos tiros fica na rua Egídio Inácio Pereira, em frente ao Crural do Gado, como é mais conhecido o antigo parque de vaquejada da cidade.
A polícia também informou que já tem informações sobre os autores dos disparos e que faz buscas na tentativa de prender os assassinos.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Fonte: blog Braga Netto.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Juiz Eleitoral de Bananeiras condena dois vereadores a multa por publicação de vídeo ilegal nas redes sociais


O juiz da 14º zona eleitoral, Dr. Jailson Shizue Aragão Suassuna condenou nesta segunda-feira (05) os candidatos a vereador Gilson Rosário (PMDB) e Nicodemos Costa (PMDB), ambos da Coligação “Por Bananeiras, Tudo” encabeçada pelo candidato Matheus Bezerra (PMDB) a pagarem multa no valor de R$ 5.000,00 reais, cada um por veiculação de vídeo irregular nas redes sociais.
O vídeo realizado através de montagem que envolveria uma conversa do blogueiro José Wellington e um morador da cidade de Bananeiras, com imagens indevidas dos candidatos opositores a Matheus Bezerra, insinuava oferta de suposta vantagem política.
Segundo Dr, Jailson Shizue, “O emprego de meios publicitários, inclusive na internet, que criam opinião pública e que tendentes a prejudicar determinado candidato, reclama da Justiça Eleitoral atuação, nestes casos, de forma incisiva, velando pela lisura, legalidade e equilíbrio de forças no pleito eleitoral, podando os excessos praticados”.
Para o advogado Anderson Lucena ” a decisão tem um caráter pedagógico claro, que certamente fará com que as pessoas,sobretudo ligadas as coligações, pensem duas vezes antes de publicar opiniões,vídeos ou imagens de caráter difamatório neste período eleitoral como ocorreu no caso em questão”

(Assessoria=Focando a Notícia)
Fonte: blog de  Braga Neto.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016


Professor pombalense vence concurso de crônicas sobre Sivuca

Publicado em 08.08.2016
Professor pombalense vence concurso de crônicas sobre Sivuca
O professor da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte, pombalense José Romero Araújo Cardoso (FOTO) foi o grande campeão do II Lembrança do Ídolo, um concurso de crônicas que este ano homenageia o multi-instrumentista Sivuca.
Romero receberá sua premiação e troféu, durante o IX Festival de Músicas Gonzagueanas (FESMUZA), no dia 20 de agosto do corrente ano, no município de São João do Rio do Peixe.

LEIA ABAIXO A CRÔNICA VENCEDORA:

"A expressão máxima da autêntica cultura popular nordestina em Feira de Mangaio:
As feiras livres nordestinas caracterizaram-se, em um passado não muito distante, por serem verdadeiros repositórios para a comercialização da produção artesanal, as quais personificam formas perfeitas e acabadas do trabalho coletivo ou individual com pouco ou nenhum uso dos artefatos sofisticados surgidos com a industrialização.
Em épocas pretéritas havia ênfase quase absoluta nas feiras livres nordestinas para a venda do que era produzido na região, ou na própria localidade, estando hoje visivelmente submetidas aos ditames contidos no comportamento da economia globalizada, sendo facilmente encontrados produtos de fora, do exterior, em consonância com a oferta de objetos e demais artes da cultura popular genuinamente regional.
Nesses espaços marcantes, a interação entre as pessoas verifica-se notavelmente, fomentando formas variadas de contato, as quais vão da pechincha dos fregueses com comerciantes ao bate-papo descontraído sobre fatos e personagens locais e das redondezas, entre inúmeras outras maneiras de tangência direta da própria sociedade.
Momento sublime de referência às feiras livres nordestinas encontra-se em composição musical de autorias de Severino Dias de Oliveira, mais conhecido como Sivuca (Itabaiana/PB, 26 de Maio de 1930 – João Pessoa/PB, 14 de Dezembro de 2006) e de Glória Gadelha (Sousa – Paraíba, 19 de Fevereiro de 1947 - ), a qual sintetiza de forma invulgar e extraordinária a importância assumida pelas manifestações da cultura popular enquanto marca indelével dos espaços abertos que integram economicamente os circuitos inferiores do processo de comercialização no Nordeste Brasileiro.
O povo sertanejo, com suas criações, invenções, interações e maneiras como se apresenta a culinária regional, integram os refrães marcantes de uma das mais belas canções regionais, pois é notável o apelo à compra do que é ofertado através do destaque dado aos produtos.
Fumo de rolo, arreio, cangalha, bolo de milho, broa, cocada, pé-de-moleque, alecrim, canela, cabresto de cavalo, rabichola, pavio de candeeiro, panela de barro, farinha, rapadura e graviola são vendidos há tempos imemoriais em feiras livres nordestinas, razão pela qual a identificação espaço-tempo é realizada sem nenhum empecilho no que tange ao entendimento por aqueles que, nordestinos de fato, escutam Feira de Mangaio, tendo em vista que, invocando conceitos pertinentes a lugar e ao espaço vivido, a tradução precisa acerca de pertencimento está explícita de forma clara e objetiva, pois as representações da geografia humana contidas em uma feira livre nordestina estão definidas com precisão, razão pela qual personagens reais do mundo dos compositores, sobretudo ao que pertence Glorinha Gadelha, estão imortalizados através da arte sublime de dois gênios de sensibilidade extraordinária, aos quais o povo do Nordeste deve agradecer eternamente pelo legado ímpar e autêntico que valoriza exponencialmente toda região.
Tudo foi logisticamente invocado em Feira de Mangaio, desde a feira de pássaros à vendinha localizada de forma estratégica, a qual não pode faltar em uma feira livre nordestina, onde um mangaieiro ia se animar, tomando bicada com lambu assado, olhando para Maria do Joá, passando pelo sanfoneiro no canto da rua, fazendo floreio para a gente dançar, com Zefa de Purcina fazendo renda e o ronco do fole sem parar, dando ênfase à necessidade do sertanejo de xaxar o roçado que nem boi de carro para garantir a sobrevivência de si próprio e da sua família, finalizando com o fomento de que alpargata de arrasto não quer lhe levar para sua labuta, pois o forró inebriante tomava conta da feira em todos os quadrantes.
Causa admiração que Feira de Mangaio tenha sido composta na globalizada e cosmopolita Nova York, quando o casal residia nos Estados Unidos. A estrutura começou a se efetivar quando Glorinha Gadelha estava em uma aula de inglês, sendo concluída em um fast food da McDonalds, mas foi a bucólica e sertaneja cidade-sorriso que serviu de inspiração para um dos mais belos símbolos musicais do Nordeste Brasileiro.